Henrique Alves fala que pode
disputar o governo
Declaração do presidente da
Câmara dos Deputados foi dada em almoço na casa de Fafá Rosado, em Tibau.
O presidente
do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), deputado federal
Henrique Eduardo Alves admitiu que, se houver uma coalizão de forças em torno
do seu nome poderá disputar o Governo do Estado. O presidente da Câmara dos Deputados
esteve ontem (20) à tarde em Tibau, onde participou de um almoço oferecido a
ele pela ex-prefeita de Mossoró, Fafá Rosado (PMDB) e pelo deputado estadual
Leonardo Nogueira (DEM).
Ao participar de uma pequena
entrevista coletiva, Henrique Eduardo deixou claro que, a sua pretensão é de se
manter no plano nacional, manifestando desejo de concorrer à reeleição no
pleito deste ano. "É muito importante a minha presença e a de Garibaldi
Alves Filho no cenário nacional", raciocinou o parlamentar peemedebista.
Ele reconheceu não somente a
certa crise envolvendo o relacionamento entre o PT e o PMDB no plano nacional,
mas reiterou que as duas agremiações estão unidas nacionalmente, com a presença
de Michel Temer como vice-presidente da República. Mesmo assim, Henrique
Eduardo fez questão de dizer que independente de uma aliança no plano nacional,
quando da formatação das coligações, prevalecerão as questões locais.
"Nós vamos ouvir o partido
para definirmos o nosso caminho, sem nenhum radicalismo, sem nenhuma
intolerância. Nós não aceitaremos mais isso, esse tipo de política, até porque
nós já fomos vítimas do radicalismo e da intolerância. E aquele caminho que nós
entendermos ser o melhor para o Rio Grande do Norte levaremos aos partidos
aliados", explicou Alves.
Em relação à disputa pela única
vaga reservada ao Rio Grande do Norte no Senado da República no embate
eleitoral de outubro e também a possibilidade de apoio dos peemedebistas ao
nome de Wilma de Faria (PSB), o dirigente do PMDB/RN disse ter a certeza que
este impasse será solucionado em um curto espaço de tempo. Segundo ele, os
prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e lideranças regionais do PMDB serão
convocados a se manifestarem a respeito do voto para o Senado da República.
"A executiva estadual,
assim como a nossa bancada na Assembleia Legislativa será convocada a discutir
essa questão", acrescentou Henrique Eduardo Alves, citando que o PMDB
possui hoje mais de 60 prefeitos, 40 vice-prefeitos, além de um grande número
de edis. "Nós vamos ouvir a todos, para que cada um manifeste a sua posição",
afirmou o peemedebista.
Quanto às declarações da
deputada federal Fátima Bezerra (PT) de que, se o PT se sentir isolado pelo
PMDB pretende buscar outros parceiros políticos, o deputado Henrique Eduardo Alves
disse respeitar a posição manifestada pela parlamentar. "Na hora que o
PMDB tiver outras opções, é natural que o PT também busque outros
parceiros", comentou Henrique.
Entendimento
O peemedebista confirmou ainda
o desejo de manter um entendimento no campo político com o DEM no Rio Grande do
Norte. Henrique Eduardo Alves citou o bom relacionamento que mantém com o
senador José Agripino. Apesar do seu desejo pessoal, o deputado federal
Henrique Eduardo Alves frisou que, antes de pensar uma composição com o PMDB,
seja no campo majoritário ou proporcional, o Democratas precisa decidir se a
governadora Rosalba Ciarlini será mesmo candidata à reeleição, o que Henrique
entende como sendo legítimo da parte da chefe do Poder Executivo do Rio Grande
do Norte.
"O senador José Agripino
tem sido uma liderança muito correta com o PMDB. Na eleição passada, ele se
somou a Garibaldi na disputa majoritária, mas o DEM tem um problema para
resolver antes que é a reeleição da governadora Rosalba Ciarlini que eu entendo
como sendo um direito natural, de pleitear ou não. Então, vamos aguardar. Tudo
tem a sua hora, mas faço questão de registrar o comportamento sempre leal
sempre com o PMDB por parte do senador José Agripino", disse Henrique
admitindo que, palavras de incentivo ao seu nome por parte tanto do senador
José Agripino quanto do deputado estadual Agnelo Alves (PDT) serve como
encorajador à sua participação na disputa majoritária deste ano.
Emparedamento
Veículos de comunicação ligados
à governadora Rosalba Ciarlini noticiaram que a verdadeira razão para o
afastamento do PMDB da base de sustentação política da chefe do Poder Executivo
norte-rio-grandense teria sido o "emparedamento" comandado pelos
peemedebistas no sentido de tirar vantagens do governo estadual.
Ao ser questionado a respeito
desta questão, o dirigente do PMDB potiguar mostrou-se perplexo. "Eu não
quero acreditar que ela tenha dito isso. Se existe uma pessoa que sabe que esta
não foi a razão do rompimento é a governadora Rosalba Ciarlini. É uma coisa tão
desrespeitosa uma informação como essa, que não acredito que tenha partido de
Rosalba, que eu conheço e dou a ela um atestado de boa-fé, de sinceridade, de
honestidade, de humildade e eu sei que ela jamais diria isso, pois ela sabe que
não foi essa a razão. E o PMDB ajudou e eu posso dizer que não votei nela, eu
apoiei o governador Iberê Ferreira de Souza, mas como eu perdi a eleição e
Garibaldi havia ganho a eleição, então, ou ele vinha para cá ou eu iria para
lá. Como eu perdi e, eu sei ganhar e sei perder, me juntei ao ministro
Garibaldi, para reunificar o PMDB. A partir daí procuramos ajudar e Mossoró é
testemunha. Todo Estado é testemunha. Na vinda aqui da presidente Dilma,
defendemos sua postura. Sua pessoa e também as suas qualidades", explicou
Henrique Eduardo voltando a dizer que o afastamento do PMDB se deu em função do
autoisolamento do Governo do Estado que evitou diálogo com os correligionários.
Alves citou ainda a criação do Conselho Político que teve apenas uma reunião.
"Nós criamos um Conselho
Político, olhe que formado por dois ex-governadores Garibaldi (Filho) e (José)
Agripino, que somados são 16 anos de experiência administrativa; o deputado
federal, João Maia, a nossa presença, o deputado Rogério Marinho. Enfim, um Conselho
Político de experiência, de qualidade. Mas esse Conselho Político não se reuniu
sequer uma vez. Quantas vezes eu reclamei: governadora (Rosalba Ciarlini),
vamos reunir o Conselho Político, pelo menos uma vez por mês, analisar o que
aconteceu, projetar o que pode acontecer, a senhora nos informar a situação do
Estado, como poderemos ajudar mais, fugir do pontual, e fazer uma coisa mais
conceitual e não consegui. O Conselho Político se reuniu uma vez para decidir a
sua instalação e nunca mais se reuniu. Então, acho que fechou o Estado
completamente, tanto, que depois do PMDB, rompeu o PR, com a mesma reclamação
da falta de um diálogo melhor, maior, de mais qualidade", acrescentou
Henrique Eduardo Alves.
O almoço de ontem contou com a
presença de lideranças políticas de Mossoró, representando a Câmara Municipal,
além de expoentes da política ligados aos municípios da região Oeste, Vale do
Açu e Costa Branca.
Convocação a Fafá
O presidente da Câmara dos
Deputados fez elogios rasgados à anfitriã da tarde de ontem. Henrique Eduardo
Alves afirmou que a sua presença ontem na residência de verão da ex-chefe do
Poder Executivo mossoroense serviu para que o comandante do PMDB reafirmasse o
convite para que a ex-prefeita Fafá Rosado dispute um assento no Poder
Legislativo nacional.
"É uma convocação que
fazemos a ela. Para que ela venha a se somar conosco e assim, possamos formar
uma bancada importante na Câmara Federal. Nós vamos trabalhar no sentido de
formar uma coligação que nos permita eleger de quatro a seis deputados
federais", informou Alves.
A ex-prefeita Fafá Rosado
mostrou-se satisfeita com as declarações do presidente estadual do seu partido.
Ela reconheceu que a população de Mossoró vem cobrando de modo insistente a sua
permanência na vida pública, segundo ela, resultado de uma boa ação realizada
durante oito anos, ou seja, dois mandatos consecutivos como chefe do Executivo.
Fafá disse ainda que não
definiu a sua participação no processo eleitoral deste ano. Ela ressaltou que
ainda existe tempo até a realização das convenções, no entanto, reiterou que,
se depender da população mossoroense o seu caminho será a Câmara dos Deputados.
Retorno de Cláudia à Prefeitura
Questionado por representantes
de veículos de comunicação de Mossoró e região Oeste a respeito do
posicionamento a ser adotado pelo PMDB em uma eleição suplementar na cidade, o
deputado federal Henrique Eduardo Alves foi incisivo: "Eu estou lutando
ainda para restabelecer o mandato da prefeita Cláudia Regina".
O presidente do PMDB no Rio
Grande do Norte descartou uma possível aliança envolvendo o seu partido e o
Partido Socialista Brasileiro em uma eventual eleição suplementar na cidade.
"Não seria ético discutir isso, pois, como disse permanecemos acreditando
no retorno da prefeita Cláudia Regina e do vice-prefeito Wellington que é do
PMDB", afirmou.
A posição de Henrique Eduardo
se deve ao fato de, nos últimos dias, terem surgido rumores de uma aproximação
política envolvendo lideranças locais do PMDB e PSB. Ao manifestar o seu desejo
e acima de tudo o empenho para que a prefeita afastada retome o cargo, coloca
um fim nas especulações em torno de uma chapa PMDB/PSB em Mossoró.
FONTE: NOMINUTO.COM